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Bingo - Festa de São João 2010Há 15 anos
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12:41
SABER é necessário para o nosso amadurecimento.
No entanto não importa o quanto, mas como aprendemos.
O que ficou de tudo que foi oferecido?
SABER LER é fundamental para o desenvolvimento intelectual.
Porém, de nada vale decifrar o código e não ler o mundo que nos cerca.
É preciso ler além do que está escrito, analisar a mensagem, questionar, dialogar, pensar...
Será que estamos lendo de fato?
SABER ESCREVER possibilita o registro das realidades e vontades, perpetuando a nossa história... Mas, para isso a escrita tem que ultrapassar uma mera cópia e atingir a criatividade, a imaginação. É essencial compreender o que se escreve e para que se escreve!
Já aprendemos a escrever?
SABER SE COMUNICAR é condição para vivermos bem em sociedade, pois necessitamos interagir com o outro a todo o momento, quer seja na fala, na escrita, na leitura, nos gestos... Todavia, uma comunicação efetiva é aquela que ultrapassa as fronteiras do código utilizado. Comunicar envolve a transmissão, a escuta, a percepção...
Como estamos nos comunicando?
SABER SE COMUNICAR! Eis a questão!
SABER CONVIVER! Eis o desafio!
SABER APRENDER! Eis a verdade!
Nunca estamos prontos!
A vida passa e o tempo não volta...
Não percamos tempo!
(Maria de Fátima Demartino)
No entanto não importa o quanto, mas como aprendemos.
O que ficou de tudo que foi oferecido?
SABER LER é fundamental para o desenvolvimento intelectual.
Porém, de nada vale decifrar o código e não ler o mundo que nos cerca.
É preciso ler além do que está escrito, analisar a mensagem, questionar, dialogar, pensar...
Será que estamos lendo de fato?
SABER ESCREVER possibilita o registro das realidades e vontades, perpetuando a nossa história... Mas, para isso a escrita tem que ultrapassar uma mera cópia e atingir a criatividade, a imaginação. É essencial compreender o que se escreve e para que se escreve!
Já aprendemos a escrever?
SABER SE COMUNICAR é condição para vivermos bem em sociedade, pois necessitamos interagir com o outro a todo o momento, quer seja na fala, na escrita, na leitura, nos gestos... Todavia, uma comunicação efetiva é aquela que ultrapassa as fronteiras do código utilizado. Comunicar envolve a transmissão, a escuta, a percepção...
Como estamos nos comunicando?
SABER SE COMUNICAR! Eis a questão!
SABER CONVIVER! Eis o desafio!
SABER APRENDER! Eis a verdade!
Nunca estamos prontos!
A vida passa e o tempo não volta...
Não percamos tempo!
(Maria de Fátima Demartino)
21:57
Não posso mudar o mundo, mas posso ser uma pessoa melhor no mundo. Que o ser humano nunca está pronto, isso não é novidade para ninguém. Mas por que será que resistimos tanto às mudanças?
Reclamamos da violência, clamamos por justiça, desejamos a paz... No entanto, não somos capazes sequer de perdoar um vizinho, um colega. Exigimos do outro o que não conseguimos fazer, pois esperamos que alguém sempre tome a iniciativa, quando na verdade nós poderíamos dar o primeiro passo. E isso não requer feitos extraordinários, basta apenas disposição.
Um olhar, uma palavra, um gesto, não importa o que se faz, mas como se faz. Não é o que vemos que conta, o que vale é como vemos. Será que estamos vendo?
É preciso muito mais que os olhos para ver o mundo! Muitas vezes nossos olhos estão vendados pela indiferença, embaçados pela ambição ou fechados pelo comodismo. Uma dose de sensibilidade não faz mal a ninguém!
Precisamos ficar mais atentos, perceber os detalhes que dão sentido a nossa vida. São pequenos grandes gestos que transformam a realidade.
(Maria de Fátima Demartino)
Reclamamos da violência, clamamos por justiça, desejamos a paz... No entanto, não somos capazes sequer de perdoar um vizinho, um colega. Exigimos do outro o que não conseguimos fazer, pois esperamos que alguém sempre tome a iniciativa, quando na verdade nós poderíamos dar o primeiro passo. E isso não requer feitos extraordinários, basta apenas disposição.
Um olhar, uma palavra, um gesto, não importa o que se faz, mas como se faz. Não é o que vemos que conta, o que vale é como vemos. Será que estamos vendo?
É preciso muito mais que os olhos para ver o mundo! Muitas vezes nossos olhos estão vendados pela indiferença, embaçados pela ambição ou fechados pelo comodismo. Uma dose de sensibilidade não faz mal a ninguém!
Precisamos ficar mais atentos, perceber os detalhes que dão sentido a nossa vida. São pequenos grandes gestos que transformam a realidade.
(Maria de Fátima Demartino)
21:34
De pais presentes na vida dos filhos!
Sabemos que o mundo oferece e impõe situações as quais não escolhemos nem gostamos. Por que não reagimos?
A sociedade atual impõe necessidades que não precisamos e cada vez mais nos envolvemos pela onda... São os atrativos da modernidade que nos fazem querer ter tantas coisas, e que, muitas vezes, não nos fariam falta nenhuma. Mas, acabamos seduzidos pela propaganda e por isso temos que correr tanto... O problema é que estamos correndo para a morte e não para a vida.
Estamos matando pequenas coisas e pequenos gestos que demonstram nossa humanidade. Estamos agindo como robôs, mecanicamente, e esquecendo o filho e o irmão que está ao nosso lado, como na parábola do bom samaritano. Muitos filhos estão sendo assaltados, açoitados, agredidos pelo consumismo, pelo individualismo e nós passamos pela vida deles como o sacerdote e o levita, pois temos algo mais importante para fazer...
Cada vez mais os pais estão ficando distantes da vida dos seus filhos! Observamos isso pelo comportamento de muitas crianças, adolescentes e jovens. Essa carência afetiva reflete principalmente no ambiente escolar. Quantas dificuldades. Quanta inércia. Quanta violência. Onde está a motivação?
A criança é um ser em desenvolvimento que precisa de cuidados, de orientação, de limites, ela precisa saber que tem alguém com que possa contar. Nenhuma instituição, e muito menos a escola, vai conseguir suprir essa carência.
O adolescente também precisa sentir-se amado, orientado, embora demonstre o contrário por não querer ser tratado como uma criança. Mais do que nunca, precisam aprender a respeitar limites! E mais ainda, precisam ser incentivados a lutarem por seus sonhos... Mas o que será que estão sonhando? Penso que os prazeres e vantagens oferecidas a todo o momento e em doses excessivas estão empobrecendo também os seus sonhos...
Será que os filhos concordam com a vida corrida, agitada que seus pais levam? Será que eles concordam com as prioridades de sua família?
De onde vem tudo isso? Será que acontece por acaso, ou há interesses por trás disto?
Não sejamos ingênuos. Não podemos apenas assistir ao espetáculo da vida. Precisamos vivê-la! Os bons não podem calar enquanto os maus fazem tanto barulho.
Precisa-se... de boas notícias!
Sabemos que o mundo oferece e impõe situações as quais não escolhemos nem gostamos. Por que não reagimos?
A sociedade atual impõe necessidades que não precisamos e cada vez mais nos envolvemos pela onda... São os atrativos da modernidade que nos fazem querer ter tantas coisas, e que, muitas vezes, não nos fariam falta nenhuma. Mas, acabamos seduzidos pela propaganda e por isso temos que correr tanto... O problema é que estamos correndo para a morte e não para a vida.
Estamos matando pequenas coisas e pequenos gestos que demonstram nossa humanidade. Estamos agindo como robôs, mecanicamente, e esquecendo o filho e o irmão que está ao nosso lado, como na parábola do bom samaritano. Muitos filhos estão sendo assaltados, açoitados, agredidos pelo consumismo, pelo individualismo e nós passamos pela vida deles como o sacerdote e o levita, pois temos algo mais importante para fazer...
Cada vez mais os pais estão ficando distantes da vida dos seus filhos! Observamos isso pelo comportamento de muitas crianças, adolescentes e jovens. Essa carência afetiva reflete principalmente no ambiente escolar. Quantas dificuldades. Quanta inércia. Quanta violência. Onde está a motivação?
A criança é um ser em desenvolvimento que precisa de cuidados, de orientação, de limites, ela precisa saber que tem alguém com que possa contar. Nenhuma instituição, e muito menos a escola, vai conseguir suprir essa carência.
O adolescente também precisa sentir-se amado, orientado, embora demonstre o contrário por não querer ser tratado como uma criança. Mais do que nunca, precisam aprender a respeitar limites! E mais ainda, precisam ser incentivados a lutarem por seus sonhos... Mas o que será que estão sonhando? Penso que os prazeres e vantagens oferecidas a todo o momento e em doses excessivas estão empobrecendo também os seus sonhos...
Será que os filhos concordam com a vida corrida, agitada que seus pais levam? Será que eles concordam com as prioridades de sua família?
De onde vem tudo isso? Será que acontece por acaso, ou há interesses por trás disto?
Não sejamos ingênuos. Não podemos apenas assistir ao espetáculo da vida. Precisamos vivê-la! Os bons não podem calar enquanto os maus fazem tanto barulho.
Precisa-se... de boas notícias!
(Maria de Fátima Demartino)
15:48
Este projeto foi aplicado nas sétimas séries da Escola Básica Aníbal Cesar, localizada no bairro São Vicente. Levantarei aqui algumas considerações sobre a prática, analisando todo o processo.
A respeito da variedade textual apresentada, alguns alunos desconheciam determinados gêneros e não identificavam como textos placas, sinais, desenhos, gravuras, lista telefônicas, contas, dentre outros.
Quanto ao cordel, foram apresentados alguns exemplos e destacadas as principais características e a sua aproximação com a oralidade. Os alunos acharam interessante a rima, o ritmo e o compararam com o “rap”.
Sobre a pesquisa solicitada, a princípio não demonstraram muito interesse pelas danças tradicionais e se interessaram mais quando descobriram as particularidades e origem desses ritmos.
A produção do cordel a partir da pesquisa foi um desafio, muitos resistiram em fazer e foi necessário insistir que fizessem ao menos uma tentativa, um rascunho que foi corrigido, em sala de aula. Foi necessário fazer algumas alterações, sugerir rimas, propor acréscimos. A maior dificuldade que encontraram foi encontrar rimas para apresentar a dança. As orientações quanto à estrutura desse tipo de texto foram dadas antes e durante a produção.
Devido à característica desse gênero, foram feitas várias reescritas até chegar ao produto final, mas apesar das dificuldades encontradas os alunos demonstraram bastante interesse.
O cordel foi ilustrado com desenhos feitos a mão e a exposição dos trabalhos foi feita no pátio interno da escola, pendurados em varais.
Para ilustrar toda a trajetória do projeto e visando incentivá-los, foi produzido o texto abaixo, que foi lido para os alunos.
O cordel entrou na dança
Tudo começou
Com uma ideia genial
Transformar em cordel
Danças típicas do folclore nacional
Começamos com pesquisa
Até aí tudo normal.
O que não imaginava
É que essa animação
Acabaria gerando
Uma pequena confusão
Para encontrar tanta rima
E divulgar a tradição.
Agradeço aos alunos da sétima
Que aceitaram o desafio
Setecentos e dois, setecentos e três
Travaram um combate fastio
Escrever, reescrever tantas vezes
Só faz isso quem é sadio.
De tanto corrigir e sugerir
Algumas correções e mudanças
Acabei me empolgando bastante
E também entrando na dança
De transcrever em versos
As curiosidades que tenho na lembrança
Falamos da dança gaúcha,
Fandango, ciranda, frevo, baião
Olodum, bumba-meu-boi, maracatu
Forró, samba-enredo, catira e boi-de-mamão
Festival de Parintins, samba de roda
Descobrimos que gafieira é um salão.
Queria deixar registrado
O resultado dessa conquista
Pois quando se está animado
Acabamos encontrando uma pista
Para encontrar as palavras
Mesmo que não estejam na lista.
Agora parece fácil
A turma ficou animada
Fazer um simples cordel
Exige perseverança e mais nada
A todos eu agradeço
Dizendo muito obrigado
Analisando todo o trabalho realizado, farei algumas considerações a respeito das dificuldades encontradas e alguns avanços observados.
O que mais me chamou a atenção foi a dificuldade que os alunos apresentaram em produzir um texto em versos, com ritmo e rimas. Apesar de terem recebido as orientações, alguns não conseguiram dispor os versos de modo a dar uma entonação adequada ao gênero e necessitaram de várias reescritas até chegar ao produto final. Ainda assim, alguns não conseguiram atingir o objetivo desejado sozinhos e precisaram de uma maior intervenção.
Toda essa problemática trouxe aspectos positivos para o desenvolvimento da escrita, pois aos serem desafiados, embora tenham resistido inicialmente, superaram suas deficiências, observando seus próprios erros.
O que pode ser enfatizado para um aprimoramento desse projeto é trabalhar mais o texto poético, destacando as suas particularidades e dando destaque aos mecanismos que dão ritmo a esse tipo de texto, já que, observa-se essa deficiência na produção dos alunos.
(Maria de Fátima Demartino)
A respeito da variedade textual apresentada, alguns alunos desconheciam determinados gêneros e não identificavam como textos placas, sinais, desenhos, gravuras, lista telefônicas, contas, dentre outros.
Quanto ao cordel, foram apresentados alguns exemplos e destacadas as principais características e a sua aproximação com a oralidade. Os alunos acharam interessante a rima, o ritmo e o compararam com o “rap”.
Sobre a pesquisa solicitada, a princípio não demonstraram muito interesse pelas danças tradicionais e se interessaram mais quando descobriram as particularidades e origem desses ritmos.
A produção do cordel a partir da pesquisa foi um desafio, muitos resistiram em fazer e foi necessário insistir que fizessem ao menos uma tentativa, um rascunho que foi corrigido, em sala de aula. Foi necessário fazer algumas alterações, sugerir rimas, propor acréscimos. A maior dificuldade que encontraram foi encontrar rimas para apresentar a dança. As orientações quanto à estrutura desse tipo de texto foram dadas antes e durante a produção.
Devido à característica desse gênero, foram feitas várias reescritas até chegar ao produto final, mas apesar das dificuldades encontradas os alunos demonstraram bastante interesse.
O cordel foi ilustrado com desenhos feitos a mão e a exposição dos trabalhos foi feita no pátio interno da escola, pendurados em varais.
Para ilustrar toda a trajetória do projeto e visando incentivá-los, foi produzido o texto abaixo, que foi lido para os alunos.
O cordel entrou na dança
Tudo começou
Com uma ideia genial
Transformar em cordel
Danças típicas do folclore nacional
Começamos com pesquisa
Até aí tudo normal.
O que não imaginava
É que essa animação
Acabaria gerando
Uma pequena confusão
Para encontrar tanta rima
E divulgar a tradição.
Agradeço aos alunos da sétima
Que aceitaram o desafio
Setecentos e dois, setecentos e três
Travaram um combate fastio
Escrever, reescrever tantas vezes
Só faz isso quem é sadio.
De tanto corrigir e sugerir
Algumas correções e mudanças
Acabei me empolgando bastante
E também entrando na dança
De transcrever em versos
As curiosidades que tenho na lembrança
Falamos da dança gaúcha,
Fandango, ciranda, frevo, baião
Olodum, bumba-meu-boi, maracatu
Forró, samba-enredo, catira e boi-de-mamão
Festival de Parintins, samba de roda
Descobrimos que gafieira é um salão.
Queria deixar registrado
O resultado dessa conquista
Pois quando se está animado
Acabamos encontrando uma pista
Para encontrar as palavras
Mesmo que não estejam na lista.
Agora parece fácil
A turma ficou animada
Fazer um simples cordel
Exige perseverança e mais nada
A todos eu agradeço
Dizendo muito obrigado
Analisando todo o trabalho realizado, farei algumas considerações a respeito das dificuldades encontradas e alguns avanços observados.
O que mais me chamou a atenção foi a dificuldade que os alunos apresentaram em produzir um texto em versos, com ritmo e rimas. Apesar de terem recebido as orientações, alguns não conseguiram dispor os versos de modo a dar uma entonação adequada ao gênero e necessitaram de várias reescritas até chegar ao produto final. Ainda assim, alguns não conseguiram atingir o objetivo desejado sozinhos e precisaram de uma maior intervenção.
Toda essa problemática trouxe aspectos positivos para o desenvolvimento da escrita, pois aos serem desafiados, embora tenham resistido inicialmente, superaram suas deficiências, observando seus próprios erros.
O que pode ser enfatizado para um aprimoramento desse projeto é trabalhar mais o texto poético, destacando as suas particularidades e dando destaque aos mecanismos que dão ritmo a esse tipo de texto, já que, observa-se essa deficiência na produção dos alunos.
(Maria de Fátima Demartino)
Marcadores: GESTAR II
08:47
Não há dúvida de que vivemos num mundo onde tudo acontece muito rápido. Com isso, as pessoas estão cada vez mais apressadas. Tanta pressa que nem se dão conta do que está acontecendo à sua volta. O mais interessante é que nem querem parar para pensar.
Ultimamente tenho observado algumas atitudes que demonstram as consequências de tanta correria. E o que vem me chamando a atenção é o telefone celular, que é utilizado por um número cada vez maior de pessoas, independente da idade, sexo, cor, religião ou classe social. O tamanho do aparelho está diminuindo a cada dia que passa, entretanto, suas funções estão aumentando. Um avanço da tecnologia! Uma maravilha! Mas, até que ponto?
Certamente o telefone celular tem facilitado, e muito, a comunicação entre as pessoas, mas, nem por isso, elas estão mais tranquilas. Andando na rua nos assustamos com pessoas que conversam no celular quando estão andando, conversam quando estão dirigindo seu automóvel, conversam tomando café, conversam almoçando, conversam entrando num ônibus e dentro dele. As pessoas conversam e cada vez mais se entendem menos.
Outras conversam dentro da Igreja, durante uma palestra ou numa aula. Parece um vício! Isto sem falar nas muitas vezes que presenciamos discussões, palavrões nos lugares mais absurdos e impróprios. Será que não dá para esperar o momento de conversar “ao vivo e a cores”?
O homem tem evoluído bastante na comunicação, em termos de tecnologia. Porém, está andando para trás em termos de convivência com o outro. Outro dia, um rapaz estava numa fila do banco e o tempo todo falava no celular. Quando chegou a sua vez de ser atendido, dirigiu-se ao caixa, mas não parava de conversar, não cedia a sua vez e nem falava com o caixa o que queria. Todos os que estavam na fila ficaram indignados, inclusive eu. Foi então que ele pediu para que a pessoa esperasse um pouco na linha, entregou os documentos ao caixa e continuou a conversa.
Às vezes imagino que até no banheiro as pessoas conversam no celular. Alguns desenvolvem uma espécie de tique nervoso e a todo o momento pegam o seu aparelho, mexem em suas teclas, mandam mensagens, nas horas mais inadequadas.
Facilidade ou estresse? É claro que o telefone celular tem importância e muita utilidade nos dias de hoje. Mas, como fica a privacidade e o direito de parar?
Ultimamente tenho observado algumas atitudes que demonstram as consequências de tanta correria. E o que vem me chamando a atenção é o telefone celular, que é utilizado por um número cada vez maior de pessoas, independente da idade, sexo, cor, religião ou classe social. O tamanho do aparelho está diminuindo a cada dia que passa, entretanto, suas funções estão aumentando. Um avanço da tecnologia! Uma maravilha! Mas, até que ponto?
Certamente o telefone celular tem facilitado, e muito, a comunicação entre as pessoas, mas, nem por isso, elas estão mais tranquilas. Andando na rua nos assustamos com pessoas que conversam no celular quando estão andando, conversam quando estão dirigindo seu automóvel, conversam tomando café, conversam almoçando, conversam entrando num ônibus e dentro dele. As pessoas conversam e cada vez mais se entendem menos.
Outras conversam dentro da Igreja, durante uma palestra ou numa aula. Parece um vício! Isto sem falar nas muitas vezes que presenciamos discussões, palavrões nos lugares mais absurdos e impróprios. Será que não dá para esperar o momento de conversar “ao vivo e a cores”?
O homem tem evoluído bastante na comunicação, em termos de tecnologia. Porém, está andando para trás em termos de convivência com o outro. Outro dia, um rapaz estava numa fila do banco e o tempo todo falava no celular. Quando chegou a sua vez de ser atendido, dirigiu-se ao caixa, mas não parava de conversar, não cedia a sua vez e nem falava com o caixa o que queria. Todos os que estavam na fila ficaram indignados, inclusive eu. Foi então que ele pediu para que a pessoa esperasse um pouco na linha, entregou os documentos ao caixa e continuou a conversa.
Às vezes imagino que até no banheiro as pessoas conversam no celular. Alguns desenvolvem uma espécie de tique nervoso e a todo o momento pegam o seu aparelho, mexem em suas teclas, mandam mensagens, nas horas mais inadequadas.
Facilidade ou estresse? É claro que o telefone celular tem importância e muita utilidade nos dias de hoje. Mas, como fica a privacidade e o direito de parar?
Abril/2004
(Maria de Fátima Demartino)
(Maria de Fátima Demartino)
Marcadores: crônica
10:32
Tudo começou
Com uma ideia genial
Transformar em cordel
Danças típicas do folclore nacional
Começamos com pesquisa
Até aí tudo normal.
O que não imaginava
É que essa animação
Acabaria gerando
Uma pequena confusão
Para encontrar tanta rima
E divulgar a tradição.
Agradeço aos alunos da sétima
Que aceitaram o desafio
Setecentos e dois, setecentos e três
Travaram um combate fastio
Escrever, reescrever tantas vezes
Só faz isso quem é sadio.
De tanto corrigir e sugerir
Algumas correções e mudanças
Acabei me empolgando bastante
E também entrando na dança
De transcrever em versos
As curiosidades que tenho na lembrança
Falamos da dança gaúcha,
Fandango, ciranda, frevo, baião
Olodum, bumba-meu-boi, maracatu
Forró, samba-enredo, catira e boi-de-mamão
Festival de Parintins, samba de roda
Descobrimos que gafieira é um salão.
Queria deixar registrado
O resultado dessa conquista
Pois quando se está animado
Acabamos encontrando uma pista
Para encontrar as palavras
Mesmo que não estejam na lista.
Agora parece fácil
A turma ficou animada
Fazer um simples cordel
Exige perseverança e mais nada
A todos eu agradeço
Dizendo muito obrigada.
Maria de Fátima da Costa Magalhães Demartino
Com uma ideia genial
Transformar em cordel
Danças típicas do folclore nacional
Começamos com pesquisa
Até aí tudo normal.
O que não imaginava
É que essa animação
Acabaria gerando
Uma pequena confusão
Para encontrar tanta rima
E divulgar a tradição.
Agradeço aos alunos da sétima
Que aceitaram o desafio
Setecentos e dois, setecentos e três
Travaram um combate fastio
Escrever, reescrever tantas vezes
Só faz isso quem é sadio.
De tanto corrigir e sugerir
Algumas correções e mudanças
Acabei me empolgando bastante
E também entrando na dança
De transcrever em versos
As curiosidades que tenho na lembrança
Falamos da dança gaúcha,
Fandango, ciranda, frevo, baião
Olodum, bumba-meu-boi, maracatu
Forró, samba-enredo, catira e boi-de-mamão
Festival de Parintins, samba de roda
Descobrimos que gafieira é um salão.
Queria deixar registrado
O resultado dessa conquista
Pois quando se está animado
Acabamos encontrando uma pista
Para encontrar as palavras
Mesmo que não estejam na lista.
Agora parece fácil
A turma ficou animada
Fazer um simples cordel
Exige perseverança e mais nada
A todos eu agradeço
Dizendo muito obrigada.
Maria de Fátima da Costa Magalhães Demartino
Marcadores: Cordel
12:11
Comentário sobre a seguinte afirmação de Paulo Freire:
Ninguém nasce feito, ninguém nasce marcado para ser isso ou aquilo. Pelo contrário, nos tornamos isso ou aquilo. Somos programados, mas para aprender. A nossa inteligência se inventa e se promove no exercício social do nosso corpo consciente. Se constrói. Não é um dado que, em nós, seja um “a priori” da nossa história individual e social.
Muitas vezes em nossa convivência cultivamos o mau hábito de julgar o outro, por isso torna-se urgente nos conscientizarmos de que o ser humano está em constante transformação, para não cometermos equívocos, que nos levam a sérios erros, principalmente com relação aos nossos alunos.
É necessário tem em mente que são as experiências vividas que formam o ser humano enquanto indivíduo. E como múltiplas são essas vivências, diversas são as modificações que ele sofre no decorrer de sua viva. Deste modo, em vez de apenas julgar, é fundamental enriquecer esses momentos, favorecendo a construção do conhecimento.
Outra reflexão importante é saber que cada um é responsável primeiro por si mesmo, pelos seus atos e depois pelo outro. Cada atitude, por menor que seja, reflete diretamente na vida dos que nos rodeiam. Assim o nosso comportamento não deve nunca ser ingênuo e descompromissado. E nossa prática pedagógica deve levar em consideração as possibilidades de transformação que o indivíduo pode ter.
MARIA DE FÁTIMA
PATRÍCIA
TERESINHA
ELZA
NÉDICIA
Marcadores: GESTAR II
21:17
Devemos ajudar como podemos
E para que todos sejam felizes
Tem de haver igualdade na partilha.
Tudo será sempre pouco,
Pouco será sempre tudo.
Depende de como se vê.
O pensamento se confunde
Quando se quer resolver
Tudo de uma só vez.
Unir os esforços, dividir os frutos;
Unir os frutos, dividir os esforços.
Depende de todos
E não de um só.
É muito fácil facilitar,
É muito difícil compreender,
É muito fácil dificultar,
É uma questão de opinião...
E para que todos sejam felizes
Tem de haver igualdade na partilha.
Tudo será sempre pouco,
Pouco será sempre tudo.
Depende de como se vê.
O pensamento se confunde
Quando se quer resolver
Tudo de uma só vez.
Unir os esforços, dividir os frutos;
Unir os frutos, dividir os esforços.
Depende de todos
E não de um só.
É muito fácil facilitar,
É muito difícil compreender,
É muito fácil dificultar,
É uma questão de opinião...
Maria de Fátima da Costa Magalhães Demartino
São Gonçalo (RJ), 21 de outubro de 1983.
Marcadores: poema
21:13
Apesar das injustiças
Que a cada dia sofremos
Apesar das maldades
Que existem neste mundo
Que muita gente diz que é imundo.
Apesar dos desamores
Que cada ser humano sofre
Apesar da vida difícil, trabalhada
Com muito suor no rosto
E muitos dizem que é desgosto.
Apesar dos pesares
Existe em nós uma força
Tão imensa e indestrutível
Uma coisa que cresce dentro de nós
Nos fazendo lutar feroz.
Ela não é descrita
Mas se explica.
Vem do alto, de Deus
Que torna a vida
Muito linda, boa, querida...
Que a cada dia sofremos
Apesar das maldades
Que existem neste mundo
Que muita gente diz que é imundo.
Apesar dos desamores
Que cada ser humano sofre
Apesar da vida difícil, trabalhada
Com muito suor no rosto
E muitos dizem que é desgosto.
Apesar dos pesares
Existe em nós uma força
Tão imensa e indestrutível
Uma coisa que cresce dentro de nós
Nos fazendo lutar feroz.
Ela não é descrita
Mas se explica.
Vem do alto, de Deus
Que torna a vida
Muito linda, boa, querida...
Maria de Fátima da Costa Magalhães Demartino
São Gonçalo (RJ), 1983.
Marcadores: poema
21:12
Parabéns por este seu dia,
Pois no seu íntimo,
Como no de todo ser humano,
Existe uma criança
Que não deve ser esquecida!
Ela vive no seu interior
E faz a vida mais bonita.
Você é uma criança grande.
Parabéns pelo seu dia!
Pois no seu íntimo,
Como no de todo ser humano,
Existe uma criança
Que não deve ser esquecida!
Ela vive no seu interior
E faz a vida mais bonita.
Você é uma criança grande.
Parabéns pelo seu dia!
Maria de Fátima da Costa Magalhães Demartino
São Gonçalo (RJ), 12 de outubro de 1983.
Marcadores: poema
20:56
Quanto mais o homem se empenha em ter, quanto mais se ocupa em manter tudo o que possui, mais se afasta do ser.
Sabe-se que o homem precisa de muitas coisas para adquirir tranqüilidade em sua vida. É importante que queira bens para viver melhor.
O problema está em saber usar aquilo que possui usar para satisfazer uma necessidade. Eis aí a palavra “necessidade” e com ela a pergunta se instala: será eu é realmente necessário para o homem tudo aquilo que ele possui? Ou será que acaba por descobrir que não é tão necessário?
A luta por ter isso ou aquilo, o que está na moda, essa busca incessante por manter tudo o que se tem parece não ter fim: satisfaz-se uma necessidade, e logo aparece outra. É preciso trabalhar, pagar, comprar, adquirir e ficar cansado de tanta ocupação.
O problema não está em querer ter, mas em saber ter. Usar para crescer na vida, no sentido de melhorar o relacionamento com os outros e com o mundo, pois as coisas não devem afastar o homem do que é essencial: ser.
Afogar-se num mar de coisas que ocupam todo o nosso tempo e a nossa mente, não deixando espaço algum para o crescimento na vivência com o próximo, não faz bem. É preciso vencer esta tentação. Só assim essa “necessidade” será satisfeita realmente.
Sabe-se que o homem precisa de muitas coisas para adquirir tranqüilidade em sua vida. É importante que queira bens para viver melhor.
O problema está em saber usar aquilo que possui usar para satisfazer uma necessidade. Eis aí a palavra “necessidade” e com ela a pergunta se instala: será eu é realmente necessário para o homem tudo aquilo que ele possui? Ou será que acaba por descobrir que não é tão necessário?
A luta por ter isso ou aquilo, o que está na moda, essa busca incessante por manter tudo o que se tem parece não ter fim: satisfaz-se uma necessidade, e logo aparece outra. É preciso trabalhar, pagar, comprar, adquirir e ficar cansado de tanta ocupação.
O problema não está em querer ter, mas em saber ter. Usar para crescer na vida, no sentido de melhorar o relacionamento com os outros e com o mundo, pois as coisas não devem afastar o homem do que é essencial: ser.
Afogar-se num mar de coisas que ocupam todo o nosso tempo e a nossa mente, não deixando espaço algum para o crescimento na vivência com o próximo, não faz bem. É preciso vencer esta tentação. Só assim essa “necessidade” será satisfeita realmente.
Maria de Fátima da Costa Magalhães Demartino
São Gonçalo (RJ), 2002.
São Gonçalo (RJ), 2002.
Marcadores: crônica
20:50
Alguém nos carrega no colo.
Sempre precisamos de colo.
Quando somos criança
confiamos em nossos pais.
Nos jogamos, nos atiramos
porque confiamos e sentimos segurança.
Somos crianças,
queremos colo,
precisamos de colo.
A medida que crescemos
não temos mais o colo dos pais,
mas Deus nos carrega sempre,
sempre nos braços.
Quem não gosta de colo?
Quem não precisa de colo?
Pai, ensina-nos a ficar mais tempo no seu colo.
E parar um pouco mais,
para sentir o seu calor
e a força do seu braço.
Alguém nos carrega no colo.
Sempre precisamos de colo.
Maria de Fátima da Costa Magalhães Demartino
São Gonçalo (RJ), 1996.
Sempre precisamos de colo.
Quando somos criança
confiamos em nossos pais.
Nos jogamos, nos atiramos
porque confiamos e sentimos segurança.
Somos crianças,
queremos colo,
precisamos de colo.
A medida que crescemos
não temos mais o colo dos pais,
mas Deus nos carrega sempre,
sempre nos braços.
Quem não gosta de colo?
Quem não precisa de colo?
Pai, ensina-nos a ficar mais tempo no seu colo.
E parar um pouco mais,
para sentir o seu calor
e a força do seu braço.
Alguém nos carrega no colo.
Sempre precisamos de colo.
Maria de Fátima da Costa Magalhães Demartino
São Gonçalo (RJ), 1996.
Marcadores: poema
20:42
Como poderá Deus, nos carregar nos braços?
Terá Ele tantos braços?
Não estará ocupado com tantos outros?
Tudo é possível para Deus!
Deus age em nós
através de seus anjos,
mensageiros da sua Palavra,
do seu Amor, do seu carinho,
do seu colo...
Sentimo-nos nos braços de Deus,
quando nos permitimos mergulhar
no seu Amor.
Os anjos são aqueles
que vêm em nosso auxílio,
sempre que precisamos.
Ser mensageiro de Deus
também é tarefa de cada cristão.
Ser de Cristo
é ser anjo na vida de alguém.
Perto de você há alguém
que precisa de colo.
Seja você um anjo na vida dele.
Maria de Fátima da Costa Magalhães Demartino
Terá Ele tantos braços?
Não estará ocupado com tantos outros?
Tudo é possível para Deus!
Deus age em nós
através de seus anjos,
mensageiros da sua Palavra,
do seu Amor, do seu carinho,
do seu colo...
Sentimo-nos nos braços de Deus,
quando nos permitimos mergulhar
no seu Amor.
Os anjos são aqueles
que vêm em nosso auxílio,
sempre que precisamos.
Ser mensageiro de Deus
também é tarefa de cada cristão.
Ser de Cristo
é ser anjo na vida de alguém.
Perto de você há alguém
que precisa de colo.
Seja você um anjo na vida dele.
Maria de Fátima da Costa Magalhães Demartino
São Gonçalo, 1996.
Marcadores: poema
20:35
Está atenta a tudo,
com seus olhos castanhos e pequenos.
Com seu jeitinho curioso tudo aprende com rapidez.
O novo não te assusta,
mas aguça o seu saber.
Não movimenta tanto o corpo,
mas sua mente sempre veloz
sai em busca de descobertas!
Não é tão forte no seu físico,
mas suas ideias arrastam aqueles que a admiram.
Quando está parada seu pensamento viaja
para um mundo de atividades.
Seu nome é Natália, nascimento, novidade, notícia...
Maria de Fátima da Costa Magalhães Demartino
com seus olhos castanhos e pequenos.
Com seu jeitinho curioso tudo aprende com rapidez.
O novo não te assusta,
mas aguça o seu saber.
Não movimenta tanto o corpo,
mas sua mente sempre veloz
sai em busca de descobertas!
Não é tão forte no seu físico,
mas suas ideias arrastam aqueles que a admiram.
Quando está parada seu pensamento viaja
para um mundo de atividades.
Seu nome é Natália, nascimento, novidade, notícia...
Maria de Fátima da Costa Magalhães Demartino
São Gonçalo, 2002.
Marcadores: poema
20:30
Ela sempre anda ligeira.
Ah! Se tivesse asas...
esqueceria da vida!
Como uma ave voa,
viaja na sua fantasia de criança.
P u l a como uma cabrita!!!
E não deixa ninguém triste.
Parece ser distraída ,
mas está sempre por perto.
Com um beijo repentino,
quer um colo e um denguinho.
Seus pensamentos são leves
como seu corpo
e seus olhos são abertos
como o seu coração.
Seu nome é Amanda,
que é amada, é um amor!
Ah! Se tivesse asas...
esqueceria da vida!
Como uma ave voa,
viaja na sua fantasia de criança.
P u l a como uma cabrita!!!
E não deixa ninguém triste.
Parece ser distraída ,
mas está sempre por perto.
Com um beijo repentino,
quer um colo e um denguinho.
Seus pensamentos são leves
como seu corpo
e seus olhos são abertos
como o seu coração.
Seu nome é Amanda,
que é amada, é um amor!
Maria de Fátima da Costa Magalhães Demartino
São Gonçalo, 2002.
Marcadores: poema
20:25

Assim como Renato Russo, eu também preciso saber...
Que país é esse?
Para Ary Barroso é o Brasil brasileiro.
Que país é esse?
Para Gonçalves Dias é a terra onde canta o sabiá
Que país é esse?
Para Jorge Ben Jor é um país tropical,
abençoado por Deus.
Mas, como Cazuza eu peço:
Brasil mostre a tua cara!
Que país é esse, então?
É o país em que todos acreditam no futuro da nação.
Por isso ainda cantamos
“Oh, pátria amada!”.
Por isso dizemos não às drogas.
Por isso dizemos não à prostituição.
Por isso dizemos não à violência
Por isso dizemos não ao desemprego.
Por isso dizemos não ao racismo.
Por isso dizemos não ao desrespeito.
Por isso dizemos não à corrupção.´
E queremos gritar bem alto:
Balança Brasil, adoro te ver contente.
Balança Brasil, o sonho de tanta gente
Balança Brasil, sacode esse meu país
Pra gente ser feliz!
E ainda cantamos “Terra adorada!”.
Em nenhum instante
Eu vou te trair!
Porque um filho teu não foge a luta
E sabe que é necessário
seguir o caminho da união e da paz,
buscando o crescimento harmonioso e
sustentável.
Esse é o país com mais amores!
Confia em mim...
Maria de Fátima da Costa Magalhães Demartino
Itajaí, 2008.
Marcadores: poema
20:18
Criança,
como anda a sua infância?
Como consegue resistir
aos apelos do mundo moderno?
Já tiraram seus colegas de suas brincadeiras.
Agora, sua diversão
está apenas nos aparelhos eletrônicos.
Então,
como aprender a criar, imaginar,
se não pode construir um brinquedo?
Tudo já está pronto!
Como inventar uma história
se não há quem a escute?
como anda a sua infância?
Como consegue resistir
aos apelos do mundo moderno?
Já tiraram seus colegas de suas brincadeiras.
Agora, sua diversão
está apenas nos aparelhos eletrônicos.
Então,
como aprender a criar, imaginar,
se não pode construir um brinquedo?
Tudo já está pronto!
Como inventar uma história
se não há quem a escute?
Ainda existe infância?O que fizeram com suas roupas?
Encolheram as dos adultos?
E seu corpo?
Está sendo preservado,
ou invadiram a sua ingenuidade?
Criança,
Você quer ser criança?
Então, brinque, corra, leia, escreva,
invente, sonhe, faça amigos...
E lembre-se: SORRIA!
Maria de Fátima da Costa Magalhães Demartino
Itajaí, 2008.
Marcadores: poema
19:43
Os contos de Fadas surgiram, inicialmente, na oralidade, pois muito antes de serem publicados, as histórias eram contadas de geração para geração. A palavra fada vem do latim fatum, que significa destino. Esses contos têm por finalidade apresentar soluções para os conflitos humanos, através da simbologia que representa: a presença do bem e do mal no homem. Por isso, a trajetória do herói é a essência deles e é preciso entendê-los como histórias que reproduzem a vida das crianças, pois conforme Magnanelli (200_) “a criança passa por estas modificações: precisa sair de casa. Desligar-se dos pais. Ir para escola, fazer amigos, saber evitar situações de risco, explorar o mundo a sua volta.”
A primeira publicação ocorreu em 1812, na França, quando Charles Perraut publicou Contos da Mamãe Gansa. Nesta publicação encontra-se O Patinho Feio; O Rei Sapo e Chapeuzinho Vermelho, dentre outros.
Mas, com o passar do tempo surgiram outras versões para esses contos. Em 1812, os Irmãos Grimm, na Alemanha, publicaram Contos para Criança e Lar. Percebe-se que essas alterações refletem a realidade vivida naquela época, porque a sociedade havia mudado, e o pensamento do homem, bem como a sua visão de mundo, acompanham essas transformações.
A Chapeuzinho Vermelho, de Perraut morre, pois a criança neste período histórico, não representava nada, socialmente. A família se constituía de avó, mãe e filha. Na versão dos Irmãos Grimm, chapeuzinho é resgatada pelo caçador e ela coloca pedrinhas na barriga do lobo, este gesto simboliza a sua autonomia. Nota-se, portanto que a criança está em outro patamar social e a família burguesa aparece representada pela avó, mãe, pai (caçador) e filha. Guimarães Rosa, com Fita Verde no Cabelo, aborda uma versão moderna de Chapeuzinho Vermelho. Mais madura, porque já enfrentou os perigos da floresta e ao mesmo tempo frágil ao se deparar com a morte, assim, vê-se claramente a emancipação da mulher neste conto. Já em 1990, Chapeuzinho surge, na charge de Maurício de Souza, surpreendendo o lobo, que passou a ser a vítima. Outra Chapeuzinho brasileira, é Chico Buarque quem publica: Chapeuzinho Amarelo. Ela usa boné e o lobo representa seus medos e receios. Mas, vence o lobo pela palavra, pela voz, mudando sua fala consegue mudar seus pensamentos e não precisa mais do boné. Tirando o boné tira a marca da mãe, significando assim, a sua passagem, transfiguração. O Patinho Feio também sofreu modificações, na versão moderna O patinho realmente feio, de Jon Scieszka, nesta história ela morre feio.
São muitas as histórias que encontramos que têm como referência os contos de fadas, por isso não se pode ignorar estas obras. Elas são carregadas de significados e é preciso redescobri-los com os alunos, através de uma leitura atenta. Deste modo, a leitura terá significado e será prazerosa para eles. Os alunos precisam de referência, porque isto é fundamental para o humano.
A primeira publicação ocorreu em 1812, na França, quando Charles Perraut publicou Contos da Mamãe Gansa. Nesta publicação encontra-se O Patinho Feio; O Rei Sapo e Chapeuzinho Vermelho, dentre outros.
Mas, com o passar do tempo surgiram outras versões para esses contos. Em 1812, os Irmãos Grimm, na Alemanha, publicaram Contos para Criança e Lar. Percebe-se que essas alterações refletem a realidade vivida naquela época, porque a sociedade havia mudado, e o pensamento do homem, bem como a sua visão de mundo, acompanham essas transformações.
A Chapeuzinho Vermelho, de Perraut morre, pois a criança neste período histórico, não representava nada, socialmente. A família se constituía de avó, mãe e filha. Na versão dos Irmãos Grimm, chapeuzinho é resgatada pelo caçador e ela coloca pedrinhas na barriga do lobo, este gesto simboliza a sua autonomia. Nota-se, portanto que a criança está em outro patamar social e a família burguesa aparece representada pela avó, mãe, pai (caçador) e filha. Guimarães Rosa, com Fita Verde no Cabelo, aborda uma versão moderna de Chapeuzinho Vermelho. Mais madura, porque já enfrentou os perigos da floresta e ao mesmo tempo frágil ao se deparar com a morte, assim, vê-se claramente a emancipação da mulher neste conto. Já em 1990, Chapeuzinho surge, na charge de Maurício de Souza, surpreendendo o lobo, que passou a ser a vítima. Outra Chapeuzinho brasileira, é Chico Buarque quem publica: Chapeuzinho Amarelo. Ela usa boné e o lobo representa seus medos e receios. Mas, vence o lobo pela palavra, pela voz, mudando sua fala consegue mudar seus pensamentos e não precisa mais do boné. Tirando o boné tira a marca da mãe, significando assim, a sua passagem, transfiguração. O Patinho Feio também sofreu modificações, na versão moderna O patinho realmente feio, de Jon Scieszka, nesta história ela morre feio.
São muitas as histórias que encontramos que têm como referência os contos de fadas, por isso não se pode ignorar estas obras. Elas são carregadas de significados e é preciso redescobri-los com os alunos, através de uma leitura atenta. Deste modo, a leitura terá significado e será prazerosa para eles. Os alunos precisam de referência, porque isto é fundamental para o humano.
REFERÊNCIAS
Magnanelli, Andrea Pires. Era uma vez... E ainda é - Possível resolução para os conflitos infantis.
Silva, Cleber Fabiano. Apostila do Curso Cultura Literária Ficcional, Gêneros orais- Contação de Histórias.
Itajaí, junho de 2009.
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