Os contos de Fadas surgiram, inicialmente, na oralidade, pois muito antes de serem publicados, as histórias eram contadas de geração para geração. A palavra fada vem do latim fatum, que significa destino. Esses contos têm por finalidade apresentar soluções para os conflitos humanos, através da simbologia que representa: a presença do bem e do mal no homem. Por isso, a trajetória do herói é a essência deles e é preciso entendê-los como histórias que reproduzem a vida das crianças, pois conforme Magnanelli (200_) “a criança passa por estas modificações: precisa sair de casa. Desligar-se dos pais. Ir para escola, fazer amigos, saber evitar situações de risco, explorar o mundo a sua volta.”
A primeira publicação ocorreu em 1812, na França, quando Charles Perraut publicou Contos da Mamãe Gansa. Nesta publicação encontra-se O Patinho Feio; O Rei Sapo e Chapeuzinho Vermelho, dentre outros.
Mas, com o passar do tempo surgiram outras versões para esses contos. Em 1812, os Irmãos Grimm, na Alemanha, publicaram Contos para Criança e Lar. Percebe-se que essas alterações refletem a realidade vivida naquela época, porque a sociedade havia mudado, e o pensamento do homem, bem como a sua visão de mundo, acompanham essas transformações.
A Chapeuzinho Vermelho, de Perraut morre, pois a criança neste período histórico, não representava nada, socialmente. A família se constituía de avó, mãe e filha. Na versão dos Irmãos Grimm, chapeuzinho é resgatada pelo caçador e ela coloca pedrinhas na barriga do lobo, este gesto simboliza a sua autonomia. Nota-se, portanto que a criança está em outro patamar social e a família burguesa aparece representada pela avó, mãe, pai (caçador) e filha. Guimarães Rosa, com Fita Verde no Cabelo, aborda uma versão moderna de Chapeuzinho Vermelho. Mais madura, porque já enfrentou os perigos da floresta e ao mesmo tempo frágil ao se deparar com a morte, assim, vê-se claramente a emancipação da mulher neste conto. Já em 1990, Chapeuzinho surge, na charge de Maurício de Souza, surpreendendo o lobo, que passou a ser a vítima. Outra Chapeuzinho brasileira, é Chico Buarque quem publica: Chapeuzinho Amarelo. Ela usa boné e o lobo representa seus medos e receios. Mas, vence o lobo pela palavra, pela voz, mudando sua fala consegue mudar seus pensamentos e não precisa mais do boné. Tirando o boné tira a marca da mãe, significando assim, a sua passagem, transfiguração. O Patinho Feio também sofreu modificações, na versão moderna O patinho realmente feio, de Jon Scieszka, nesta história ela morre feio.
São muitas as histórias que encontramos que têm como referência os contos de fadas, por isso não se pode ignorar estas obras. Elas são carregadas de significados e é preciso redescobri-los com os alunos, através de uma leitura atenta. Deste modo, a leitura terá significado e será prazerosa para eles. Os alunos precisam de referência, porque isto é fundamental para o humano.
A primeira publicação ocorreu em 1812, na França, quando Charles Perraut publicou Contos da Mamãe Gansa. Nesta publicação encontra-se O Patinho Feio; O Rei Sapo e Chapeuzinho Vermelho, dentre outros.
Mas, com o passar do tempo surgiram outras versões para esses contos. Em 1812, os Irmãos Grimm, na Alemanha, publicaram Contos para Criança e Lar. Percebe-se que essas alterações refletem a realidade vivida naquela época, porque a sociedade havia mudado, e o pensamento do homem, bem como a sua visão de mundo, acompanham essas transformações.
A Chapeuzinho Vermelho, de Perraut morre, pois a criança neste período histórico, não representava nada, socialmente. A família se constituía de avó, mãe e filha. Na versão dos Irmãos Grimm, chapeuzinho é resgatada pelo caçador e ela coloca pedrinhas na barriga do lobo, este gesto simboliza a sua autonomia. Nota-se, portanto que a criança está em outro patamar social e a família burguesa aparece representada pela avó, mãe, pai (caçador) e filha. Guimarães Rosa, com Fita Verde no Cabelo, aborda uma versão moderna de Chapeuzinho Vermelho. Mais madura, porque já enfrentou os perigos da floresta e ao mesmo tempo frágil ao se deparar com a morte, assim, vê-se claramente a emancipação da mulher neste conto. Já em 1990, Chapeuzinho surge, na charge de Maurício de Souza, surpreendendo o lobo, que passou a ser a vítima. Outra Chapeuzinho brasileira, é Chico Buarque quem publica: Chapeuzinho Amarelo. Ela usa boné e o lobo representa seus medos e receios. Mas, vence o lobo pela palavra, pela voz, mudando sua fala consegue mudar seus pensamentos e não precisa mais do boné. Tirando o boné tira a marca da mãe, significando assim, a sua passagem, transfiguração. O Patinho Feio também sofreu modificações, na versão moderna O patinho realmente feio, de Jon Scieszka, nesta história ela morre feio.
São muitas as histórias que encontramos que têm como referência os contos de fadas, por isso não se pode ignorar estas obras. Elas são carregadas de significados e é preciso redescobri-los com os alunos, através de uma leitura atenta. Deste modo, a leitura terá significado e será prazerosa para eles. Os alunos precisam de referência, porque isto é fundamental para o humano.
REFERÊNCIAS
Magnanelli, Andrea Pires. Era uma vez... E ainda é - Possível resolução para os conflitos infantis.
Silva, Cleber Fabiano. Apostila do Curso Cultura Literária Ficcional, Gêneros orais- Contação de Histórias.
Itajaí, junho de 2009.

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