21:17

O poder da união

Devemos ajudar como podemos
E para que todos sejam felizes
Tem de haver igualdade na partilha.
Tudo será sempre pouco,
Pouco será sempre tudo.
Depende de como se vê.
O pensamento se confunde
Quando se quer resolver
Tudo de uma só vez.
Unir os esforços, dividir os frutos;
Unir os frutos, dividir os esforços.
Depende de todos
E não de um só.
É muito fácil facilitar,
É muito difícil compreender,
É muito fácil dificultar,
É uma questão de opinião...

Maria de Fátima da Costa Magalhães Demartino
São Gonçalo (RJ), 21 de outubro de 1983.

21:13

Apesar

Apesar das injustiças
Que a cada dia sofremos
Apesar das maldades
Que existem neste mundo
Que muita gente diz que é imundo.

Apesar dos desamores
Que cada ser humano sofre
Apesar da vida difícil, trabalhada
Com muito suor no rosto
E muitos dizem que é desgosto.

Apesar dos pesares
Existe em nós uma força
Tão imensa e indestrutível
Uma coisa que cresce dentro de nós
Nos fazendo lutar feroz.

Ela não é descrita
Mas se explica.
Vem do alto, de Deus
Que torna a vida
Muito linda, boa, querida...

Maria de Fátima da Costa Magalhães Demartino
São Gonçalo (RJ), 1983.

21:12

Eterna criança

Parabéns por este seu dia,
Pois no seu íntimo,
Como no de todo ser humano,
Existe uma criança
Que não deve ser esquecida!

Ela vive no seu interior
E faz a vida mais bonita.
Você é uma criança grande.
Parabéns pelo seu dia!

Maria de Fátima da Costa Magalhães Demartino
São Gonçalo (RJ), 12 de outubro de 1983.

20:56

Ter

Quanto mais o homem se empenha em ter, quanto mais se ocupa em manter tudo o que possui, mais se afasta do ser.

Sabe-se que o homem precisa de muitas coisas para adquirir tranqüilidade em sua vida. É importante que queira bens para viver melhor.

O problema está em saber usar aquilo que possui usar para satisfazer uma necessidade. Eis aí a palavra “necessidade” e com ela a pergunta se instala: será eu é realmente necessário para o homem tudo aquilo que ele possui? Ou será que acaba por descobrir que não é tão necessário?

A luta por ter isso ou aquilo, o que está na moda, essa busca incessante por manter tudo o que se tem parece não ter fim: satisfaz-se uma necessidade, e logo aparece outra. É preciso trabalhar, pagar, comprar, adquirir e ficar cansado de tanta ocupação.

O problema não está em querer ter, mas em saber ter. Usar para crescer na vida, no sentido de melhorar o relacionamento com os outros e com o mundo, pois as coisas não devem afastar o homem do que é essencial: ser.

Afogar-se num mar de coisas que ocupam todo o nosso tempo e a nossa mente, não deixando espaço algum para o crescimento na vivência com o próximo, não faz bem. É preciso vencer esta tentação. Só assim essa “necessidade” será satisfeita realmente.

Maria de Fátima da Costa Magalhães Demartino
São Gonçalo (RJ), 2002.

20:50

O colo

Alguém nos carrega no colo.
Sempre precisamos de colo.

Quando somos criança
confiamos em nossos pais.
Nos jogamos, nos atiramos
porque confiamos e sentimos segurança.

Somos crianças,
queremos colo,
precisamos de colo.

A medida que crescemos
não temos mais o colo dos pais,
mas Deus nos carrega sempre,
sempre nos braços.

Quem não gosta de colo?
Quem não precisa de colo?

Pai, ensina-nos a ficar mais tempo no seu colo.
E parar um pouco mais,
para sentir o seu calor
e a força do seu braço.

Alguém nos carrega no colo.
Sempre precisamos de colo.

Maria de Fátima da Costa Magalhães Demartino

São Gonçalo (RJ), 1996.

20:42

Os braços de Deus

Como poderá Deus, nos carregar nos braços?
Terá Ele tantos braços?
Não estará ocupado com tantos outros?
Tudo é possível para Deus!

Deus age em nós
através de seus anjos,
mensageiros da sua Palavra,
do seu Amor, do seu carinho,
do seu colo...

Sentimo-nos nos braços de Deus,
quando nos permitimos mergulhar
no seu Amor.

Os anjos são aqueles
que vêm em nosso auxílio,
sempre que precisamos.

Ser mensageiro de Deus
também é tarefa de cada cristão.
Ser de Cristo
é ser anjo na vida de alguém.

Perto de você há alguém
que precisa de colo.
Seja você um anjo na vida dele.

Maria de Fátima da Costa Magalhães Demartino
São Gonçalo, 1996.

20:35

Nascimento, novidade, notícia...

Está atenta a tudo,
com seus olhos castanhos e pequenos.
Com seu jeitinho curioso tudo aprende com rapidez.
O novo não te assusta,
mas aguça o seu saber.
Não movimenta tanto o corpo,
mas sua mente sempre veloz
sai em busca de descobertas!
Não é tão forte no seu físico,
mas suas ideias arrastam aqueles que a admiram.
Quando está parada seu pensamento viaja
para um mundo de atividades.
Seu nome é Natália, nascimento, novidade, notícia...

Maria de Fátima da Costa Magalhães Demartino
São Gonçalo, 2002.

20:30

Amanda, amada...


Ela sempre anda ligeira.
Ah! Se tivesse asas...
esqueceria da vida!
Como uma ave voa,
viaja na sua fantasia de criança.
P u l a como uma cabrita!!!
E não deixa ninguém triste.
Parece ser distraída ,
mas está sempre por perto.
Com um beijo repentino,
quer um colo e um denguinho.
Seus pensamentos são leves
como seu corpo
e seus olhos são abertos
como o seu coração.
Seu nome é Amanda,
que é amada, é um amor!


Maria de Fátima da Costa Magalhães Demartino
São Gonçalo, 2002.

20:25

A Pátria de todos!


Assim como Renato Russo, eu também preciso saber...
Que país é esse?
Para Ary Barroso é o Brasil brasileiro.
Que país é esse?
Para Gonçalves Dias é a terra onde canta o sabiá
Que país é esse?
Para Jorge Ben Jor é um país tropical,
abençoado por Deus.
Mas, como Cazuza eu peço:
Brasil mostre a tua cara!
Que país é esse, então?
É o país em que todos acreditam no futuro da nação.

Por isso ainda cantamos
“Oh, pátria amada!”.
Por isso dizemos não às drogas.
Por isso dizemos não à prostituição.
Por isso dizemos não à violência
Por isso dizemos não ao desemprego.
Por isso dizemos não ao racismo.
Por isso dizemos não ao desrespeito.
Por isso dizemos não à corrupção.´

E queremos gritar bem alto:
Balança Brasil, adoro te ver contente.
Balança Brasil, o sonho de tanta gente
Balança Brasil, sacode esse meu país
Pra gente ser feliz!

E ainda cantamos “Terra adorada!”.
Em nenhum instante
Eu vou te trair!
Porque um filho teu não foge a luta
E sabe que é necessário
seguir o caminho da união e da paz,
buscando o crescimento harmonioso e
sustentável.

Esse é o país com mais amores!

Confia em mim...

Maria de Fátima da Costa Magalhães Demartino
Itajaí, 2008.

20:18

Infância

Criança,
como anda a sua infância?

Como consegue resistir
aos apelos do mundo moderno?
Já tiraram seus colegas de suas brincadeiras.
Agora, sua diversão
está apenas nos aparelhos eletrônicos.

Então,
como aprender a criar, imaginar,
se não pode construir um brinquedo?
Tudo já está pronto!
Como inventar uma história
se não há quem a escute?

Ainda existe infância?
O que fizeram com suas roupas?
Encolheram as dos adultos?
E seu corpo?
Está sendo preservado,
ou invadiram a sua ingenuidade?

Criança,
Você quer ser criança?
Então, brinque, corra, leia, escreva,
invente, sonhe, faça amigos...
E lembre-se: SORRIA!


Maria de Fátima da Costa Magalhães Demartino
Itajaí, 2008.

19:43

Contos de Fadas

Os contos de Fadas surgiram, inicialmente, na oralidade, pois muito antes de serem publicados, as histórias eram contadas de geração para geração. A palavra fada vem do latim fatum, que significa destino. Esses contos têm por finalidade apresentar soluções para os conflitos humanos, através da simbologia que representa: a presença do bem e do mal no homem. Por isso, a trajetória do herói é a essência deles e é preciso entendê-los como histórias que reproduzem a vida das crianças, pois conforme Magnanelli (200_) “a criança passa por estas modificações: precisa sair de casa. Desligar-se dos pais. Ir para escola, fazer amigos, saber evitar situações de risco, explorar o mundo a sua volta.”

A primeira publicação ocorreu em 1812, na França, quando Charles Perraut publicou Contos da Mamãe Gansa. Nesta publicação encontra-se O Patinho Feio; O Rei Sapo e Chapeuzinho Vermelho, dentre outros.

Mas, com o passar do tempo surgiram outras versões para esses contos. Em 1812, os Irmãos Grimm, na Alemanha, publicaram Contos para Criança e Lar. Percebe-se que essas alterações refletem a realidade vivida naquela época, porque a sociedade havia mudado, e o pensamento do homem, bem como a sua visão de mundo, acompanham essas transformações.

A Chapeuzinho Vermelho, de Perraut morre, pois a criança neste período histórico, não representava nada, socialmente. A família se constituía de avó, mãe e filha. Na versão dos Irmãos Grimm, chapeuzinho é resgatada pelo caçador e ela coloca pedrinhas na barriga do lobo, este gesto simboliza a sua autonomia. Nota-se, portanto que a criança está em outro patamar social e a família burguesa aparece representada pela avó, mãe, pai (caçador) e filha. Guimarães Rosa, com Fita Verde no Cabelo, aborda uma versão moderna de Chapeuzinho Vermelho. Mais madura, porque já enfrentou os perigos da floresta e ao mesmo tempo frágil ao se deparar com a morte, assim, vê-se claramente a emancipação da mulher neste conto. Já em 1990, Chapeuzinho surge, na charge de Maurício de Souza, surpreendendo o lobo, que passou a ser a vítima. Outra Chapeuzinho brasileira, é Chico Buarque quem publica: Chapeuzinho Amarelo. Ela usa boné e o lobo representa seus medos e receios. Mas, vence o lobo pela palavra, pela voz, mudando sua fala consegue mudar seus pensamentos e não precisa mais do boné. Tirando o boné tira a marca da mãe, significando assim, a sua passagem, transfiguração. O Patinho Feio também sofreu modificações, na versão moderna O patinho realmente feio, de Jon Scieszka, nesta história ela morre feio.

São muitas as histórias que encontramos que têm como referência os contos de fadas, por isso não se pode ignorar estas obras. Elas são carregadas de significados e é preciso redescobri-los com os alunos, através de uma leitura atenta. Deste modo, a leitura terá significado e será prazerosa para eles. Os alunos precisam de referência, porque isto é fundamental para o humano.

REFERÊNCIAS

Magnanelli, Andrea Pires. Era uma vez... E ainda é - Possível resolução para os conflitos infantis.

Silva, Cleber Fabiano. Apostila do Curso Cultura Literária Ficcional, Gêneros orais- Contação de Histórias.

Itajaí, junho de 2009.

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