Lá vem ela de novo... É essa vontade de escrever, de externar o que estou sentindo por meio de palavras que muitas vezes não dão conta de descrever exatamente o que penso. Elas apenas registram e, de certa maneira, eternizam um momento de minha vida. É só acontecer algo que provoque uma grande emoção, que o desejo de transcrevê-lo cresce tanto que transbordam em palavras, frases, enunciados.
O fato é que a vida precisa ser saboreada a cada instante, cada segundo precioso, que o tempo insiste em querer apagar. Porém, há situações, cenas de nossa vida que nos marcam profundamente e não queremos esquecê-las. Foi o que aconteceu ao assistir um simples vídeo, feito por uma simples máquina fotográfica.
Um acontecimento histórico de uma família comum. Que maravilhoso espetáculo da vida, ver minha avó aos noventa e três anos carregando no colo a sua tataraneta! E como a olhava admirada e imensamente feliz! Um olhar terno, sereno, e simplesmente encantador. Ela certamente a contemplava! E a criança, sem ter noção do que acontecia parecia também estar contemplando quem a carregava.
Poderão as palavras que escrevo mostrar a emoção sentida realmente? Ou pelo menos aproximar-se dela? É isso que tento fazer quando insisto em falar de sentimentos. São cenas como essas que precisamos valorizar mais em nossa vida. São os pequenos grandes tesouros que temos. Fico feliz em conseguir externá-los e eternizá-los.
(Maria de Fátima Demartino)

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