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Os excluídos

Dentre os muitos problemas que há em nossa sociedade, fala-se muito em exclusão social. De fato, são muitos os que vivem à margem, os que não têm a oportunidade de vencer, de mudar, de conquistar o seu “lugar ao sol” e que, com isso, são rejeitados.

No entanto, o que vem crescendo assustadoramente é outro tipo de exclusão que está sendo imposta pela modernidade, pela praticidade, pela tecnologia, pela mídia, de um modo geral, e pela cultura de massa a todos os cidadãos e, principalmente, aos adolescentes, alvo vulnerável, já que esta fase é caracterizada por incertezas, busca de modelos e autoafirmação.

Este tipo de exclusão social vem mascarada de acesso à informação, globalização, liberdade de expressão. Mas, qual o conteúdo, qual a qualidade de tudo aquilo que se acessa facilmente? É possível comunicar-se com o mundo todo, porém o que estamos comunicando? As conversas virtuais com tantos amigos, substituindo o tão valioso contato físico, a convivência, os olhares... Há uma real valorização da amizade? Nenhum desenho, sinal, símbolo ou código escrito consegue expressar um sentimento verdadeiramente. É fundamental o encontro entre pessoas; isso é ser humano.

A banalização do erro virou moda. A individualidade, o senso crítico não importam. Perdeu-se o direito de escolha. Não se faz o que se gosta, mas o que dizem ser o melhor. Busca-se uma perfeição desumana, o corpo, a beleza ideal, como se o ser humano fosse um objeto de apreciação e de consumo. Todavia, onde está a qualidade de vida? A felicidade e a realização pessoal?

É urgente eliminar a exclusão de ser, realmente, humano, de ter opinião, vontade própria e coragem de mudar. Pois o resultado que se vê é: depressão, angústia, ansiedade, frustração, vazio... ALIENAÇÃO!

(Maria de Fátima Demartino)

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